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Segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018 movimento ciência cidadã

notícia

20/02/2014 - França! O burn-out dos laboratórios

França! O burn-out dos laboratórios


Esse artigo exemplifica com testemunhas as dificuldades vivenciadas por parte significativa de pesquisadores-professores na França, categoria profissional que mistura atividades de pesquisa e de ensino superior.

O primeiro imperativo a ser obedecido pelos pesquisadores é o famoso “publish or perish” (publicar ou morrer), a cada cinco meses, adicionado ao sacrossanto critério do “fator de impacto” das revistas, e que tem um peso importante na avaliação dos pesquisadores.

Independentemente do prestígio das revistas nas quais os estudos são publicados, isto não é mais suficiente para manter seu cargo; o pesquisador ainda tem que participar em comitê de releitura nessas revistas, participar de atividades científicas tais como congressos ou conferências, integrar bancas, concorrer à difusão da ciência por meio de debates cidadãos, associações ou blogs internet, sem esquecer-se de enquadrar estudantes em tese de doutorado e mestrado...

Em paralelo, a atividade de professor – para os pesquisadores-professores – representa por si só uma atividade de dedicação exclusiva: 192 horas de presença com os estudantes, horas de preparação das aulas e correções das provas, gestão da grade de programa de ensino dos departamentos, participação no acompanhamento personalizado aos alunos, preocupações com as encomendas de material necessário às atividades de trabalhos práticos, trabalhos de campo etc.

A essa sobrecarga de trabalho se adiciona às condições precárias de inúmeros desses pesquisadores, alguns esperando titularização, outros terminando a tese com apenas o seguro desemprego. Em consequência, a depressão ganha cada vez mais pessoas, que até cometeram suicídio, enquanto outras preferem fraudar alguns resultados de experimentos científicos para não perder financiamentos ou ver seu estudo rejeitado pelas revistas científicas.

Veículo: Internet

Fonte: http://www.lemonde.fr/sciences/article/2014/02/17/le-burn-out-des-labos_4368153_1650684.html