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Sábado, 18 de novembro de 2017 movimento ciência cidadã

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24/02/2015 - Milho tolerante ao 2,4-D pode ser aprovado para plantio, uso em rações e consumo humano.

Milho tolerante ao 2,4-D pode ser aprovado para plantio, uso em rações e  consumo humano.

Por Leonardo Melgarejo - GT agrotóxicos e transgênicos - Associação Brasileira de Agroecologia Em pauta na CTNBio, com riscos de ser aprovado na plenária de março, o Milho DAS-40278-9 carrega genes de bactérias que lhe permitirá -sem morrer- tomar banhos dos agrotóxicos haloxifope e 2,4-D. Classificados, respectivamente, como altamente tóxico e extremamente tóxico, estes venenos terão seu uso multiplicado em dezenas de vezes, ameaçando a saúde humana, animal e ambiental. Como justificativa, os defensores da tecnologia alegam que ela se apresenta como "um avanço", "mais uma alternativa" para o controle definitivo de "ervas daninhas". Na verdade, se trata de retrocesso. Agora, um componente do agente laranja, molécula antiga e banida em vários países do mundo, ressurge associado à transgenia, de forma a ter seu uso estimulado no Brasil. Isso acontece porque plantas ruderais adquiriam resistência ao glifosato (tecnologia RR, da Monsanto) ou ao glufosinato de amônia (tecnologia LL, da Bayer), ou a ambos, desmoralizando as lavouras transgênicas e levando o agronegócio a querer experimentar a tecnologia ENLIST. Uma coisa é certa: Se o pedido da Dow vier a ser aprovado, em poucos anos teremos plantas ruderais que resistirão também ao 2,4-D e ao Haloxifope (tecnologia ENLIST, da Dow). A que preço? Não é possível dimensionar os danos para a saúde humana e animal a serem esperados nesta hipótese. Os estudos disponibilizados nos links abaixo ajudam a compreender os riscos envolvidos nesta decisão que, espera-se, contará com atenção e envolvimento da sociedade. No dia 5 de março de 2015 o Prof. Dr. Rubens Nodari, representante do MDA na CTNBio, que impediu aprovação em fevereiro pedindo vistas ao processo, apresentará seu parecer. Solicitará respeito ao Princípio da Precaução, à legislação vigente e aos conhecimentos acumulados sobre estes venenos, em tentativa de sensibilizar a maioria dos membros da CTNBio que, infelizmente, parece já haver tomado sua decisão. Esperamos que a sociedade coloque atenção no que se passará na plenária da CTNBio, em 5 de março de 2015, e se movimente para evitar o pior. NOTA TÉCNICA SOBRE OS IMPACTOS NA SAÚDE E AMBIENTE DO HERBICIDA 2,4-D: http://www.movimentocienciacidada.org/documento/detail/25

Veículo: Internet

Fonte: http://www.movimentocienciacidada.org/documento/detail/25